Cansei.
Depois destes meus XY anos, cansei de não expressar os eventos diários que tornam nossa vida uma merda rotineira.
Merda?
Isto mesmo. Afinal, merda pequena ou grande, ainda fede.
Vamos lá:
A PRIMEIRA MERDA DESTE BLOG.
Lá estou eu, saindo de casa neste belo dia de janeiro já no meio da tarde, após acordar acabado pela noitada divertida no trabalho. Tudo em mãos: chaves, dinheiro, força de vontade...
Caminho contente até o ponto. Feliz, feliz sim, o sol não tão quente, o vento no rosto. Está tudo indo bem no caminho, até sentir aquele macio e quente toque sob a sola de meu tênis. Maldito cachorro! Claro que espero ser culpa de um cachorro.
Já não bastava a vontade de gritar corroer minha mente, o infeliz do motorista de ônibus decide passar reto pelo meu ponto. E lá vou eu correndo como um maratonista, esfregando inconscientemente durante a corrida o pé no chão tentando limpar aquela bostaiada toda.
Num ato de bondade ou chacota, o canalha para e abre a porta. Ele me olhava esperando talvez um "- Olá." partindo de mim.
Olá meu traseiro!
Subo, pago e sento no banco. Faço isso achando que a cota de merda do dia já terminara.
Ledo engano.
Sinto uma gota d'água cair em minha cabeça. Olho para a janela e o sol que antes me banhava agora estava em outro lugar, bem longe da chuvarada que caia sobre São Paulo, mais precisamente, sobre meu ônibus.
Olho para minhas mãos e penso: "- Filha da p#$%, esqueci o guarda-chuva!"
Mais um dia, outra merda.
// spric
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